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Desabafo: para uma mulher é possível ser artista sem duvidar disso?

Terça minha dificuldade de me ver como artista se abriu como um portal diante de mim.


Acho que foi a combinação de ter chego no afiado curso que estou fazendo (A história é outra, da imaginadora de mundos Daniele Queiroz) com o corpo ainda aberto de ter dado a primeira aula do 99% inspiração, curso que estou oferecendo.


A Daniele falava dos homens que enviam seus trabalhos para concursos e curadorias e de como mulheres não fazem o mesmo, o que torna ainda mais importante que nos encontremos entre mulheres não para debater conceitos, mas para falar do que estamos produzindo.


Ela falando e uma janela se abrindo, e tudo que vou contar a seguir acontece em 1s, entre uma palavra e outra, um susto: me vem o “insight” de marcar com mulheres artistas um encontro em que a gente finge se dar a mesma autoimportância (nem parei para pensar se essa palavra faz sentido, na hora ela foi o portal) que um homem artista normalmente se dá, eu finjo por 1s, vislumbro como seria o me dar essa autoimportância e é um lugar tão distante da forma como me enxergo naquele momento que eu choro. Como uma criança.


Esse vídeo é um desabafo e uma tentativa de elaborar esse atravessamento.



Beijos,


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